Turismo de Nascimento: O Que É e Por Que Gera Recusas
Desde 2020, o Departamento de Estado dos Estados Unidos autorizou que os consulados americanos ao redor do mundo neguem o visto de entrada a mulheres grávidas caso exista a suspeita de que a finalidade da viagem seja dar à luz em território americano, prática conhecida como turismo de nascimento. A medida continua em vigor atualmente e seus efeitos seguem sendo observados em entrevistas consulares realizadas no Brasil.
Agosto de 2026: o turismo de parto vira ordem executiva
Em 6 de agosto de 2026 o cenário subiu de patamar: a Casa Branca assinou uma ordem executiva determinando que o Departamento de Estado e o DHS acabem com o turismo de parto. Na prática, a ordem autoriza:
- Negar o visto ou a autorização de viagem de quem pretende entrar nos EUA com o propósito principal de dar à luz;
- Revogar vistos já emitidos e barrar a entrada de forma permanente de quem entra ou tenta entrar com esse propósito;
- Deportar quem já praticou ou planeja praticar o turismo de parto;
- Agir contra as empresas que vendem ou facilitam esse serviço, dentro ou fora dos Estados Unidos.
A ordem prevê exceções humanitárias e de interesse nacional, a critério das secretarias. No mesmo dia foi assinada uma segunda ordem, separada, sobre cidadania por nascimento; são medidas diferentes e não devem ser confundidas.
Duas coisas precisam ficar claras: essa ordem não muda a cidadania de quem nasce em solo americano, e viajar grávida continua permitido. O que está em jogo é o propósito principal da viagem. O erro que custa o visto é declarar turismo quando o objetivo real é o parto: para o consulado, isso é fraude, e agora com consequência de barra permanente.
Não tome decisões de imigração baseadas só em posts e notícias. Cada caso tem particularidades: fale com quem analisa o seu perfil.
Caso Real: Visto Negado por Suspeita de Parto nos EUA
Recentemente atendemos um casal com bons vínculos no Brasil, o que foi confirmado após analisarmos suas DS-160, mas que teve o visto negado. A solicitante estava com 5 meses de gestação e a barriga já era visivelmente aparente. No consulado, foram convidados para a fila preferencial e, durante a entrevista, além das perguntas padrão sobre vínculos, trabalho e renda, surgiram questionamentos específicos sobre a gravidez: quantos meses, previsão de parto, liberação médica para viajar e até se pretendiam ter o bebê nos Estados Unidos. O resultado foi a negativa do visto e por todo o relato da entrevista, ficou evidente que a negativa foi pela suspeita da entrevistadora de que se tratava de um típico caso de “turismo de nascimento”.
Recomendação: Evite Solicitar o Visto com Gestação Avançada
A recomendação da Viaggi Vistos segue a mesma desde então: evite solicitar o visto americano quando a gravidez estiver visivelmente avançada. Mesmo que a legislação americana permita o ingresso de grávidas no país, a simples suspeita de que o objetivo da viagem seja o nascimento do bebê nos EUA pode gerar a recusa do visto. O entrevistador não precisa de provas, basta a convicção dele sobre a intenção da solicitante ter o filho nos EUA.
Vale lembrar que ter um filho em solo americano garante à criança a cidadania americana ao nascer. Quando atinge a maioridade, esse filho pode inclusive solicitar a legalização dos pais. É justamente esse tipo de cenário que gera preocupação por parte das autoridades americana.
Consulte Especialistas Antes de Agendar Sua Entrevista
Por isso, se você está grávida e pretende viajar aos Estados Unidos, consulte especialistas antes de agendar sua entrevista. A Viaggi Vistos tem anos de experiência e pode te orientar com segurança, evitando riscos desnecessários.
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Perguntas frequentes
Grávida pode tirar visto americano?
Sim. Viajar grávida continua permitido e não existe proibição automática de solicitar o visto. O que está em jogo é o propósito principal da viagem: desde 2020 os consulados podem negar o visto por suspeita de que a finalidade seja dar à luz nos EUA, e em 6 de agosto de 2026 uma ordem executiva elevou isso a política federal explícita, autorizando negar, revogar e até barrar permanentemente quem viaja com esse propósito. A decisão é sempre do consulado.
Por que o visto americano é negado para grávidas?
A recusa costuma vir da suspeita de 'turismo de nascimento', ou seja, de que a viagem tenha como objetivo o parto nos Estados Unidos. O entrevistador não precisa de provas para negar: basta a convicção dele sobre a intenção da solicitante. Por isso o risco existe mesmo quando a viagem é realmente de turismo.
O que é turismo de nascimento?
É a prática de viajar aos Estados Unidos com o objetivo de ter o bebê em solo americano, também chamada de turismo de parto. Desde 2020 os consulados podem negar o visto por essa suspeita e, desde a ordem executiva de 6 de agosto de 2026, o Departamento de Estado e o DHS têm instrução expressa para negar visto, revogar autorização, deportar e barrar permanentemente quem entra com esse propósito, além de agir contra empresas que vendem esse serviço, dentro ou fora dos EUA.
O que mudou com a ordem executiva de agosto de 2026 contra o turismo de parto?
Em 6 de agosto de 2026 a Casa Branca determinou que o Departamento de Estado e o DHS acabem com o turismo de parto. A ordem autoriza negar visto ou autorização de viagem, revogar vistos já emitidos, barrar a entrada de forma permanente e deportar quem entra com o propósito principal de dar à luz, além de agir contra empresas que facilitam o esquema, dentro ou fora dos EUA. Há exceções humanitárias e de interesse nacional. O que não mudou: viajar grávida continua permitido; o que pesa é o propósito principal da viagem.
Que perguntas o consulado faz para uma grávida na entrevista?
Em um caso real atendido pela Viaggi Vistos, além das perguntas padrão sobre vínculos, trabalho e renda, surgiram questionamentos específicos sobre a gestação: quantos meses, previsão de parto, liberação médica para viajar e até se o casal pretendia ter o bebê nos Estados Unidos. Nesse caso o visto foi negado e, pelo relato da entrevista, ficou evidente que a suspeita de turismo de nascimento motivou a recusa.
Vale a pena pedir o visto americano com a barriga já aparente?
A recomendação da Viaggi Vistos é evitar solicitar o visto quando a gravidez estiver visivelmente avançada. No caso relatado, a solicitante estava com 5 meses de gestação, com a barriga já aparente, e o visto foi negado. Quando há flexibilidade de agenda, avaliar o melhor momento do pedido reduz riscos desnecessários.
Ter bons vínculos no Brasil garante o visto para quem está grávida?
Não. No caso descrito no artigo, o casal tinha bons vínculos no Brasil, confirmados na análise dos formulários DS-160, e mesmo assim teve o visto negado. A suspeita de que o parto aconteceria nos Estados Unidos pesou mais do que os vínculos apresentados na entrevista.
Filho nascido nos Estados Unidos ganha cidadania americana?
Em regra, sim: quem nasce em solo americano recebe a cidadania no nascimento, e a ordem executiva contra o turismo de parto não muda isso. Atenção a um detalhe de agosto de 2026: uma segunda ordem executiva, separada, instruiu órgãos federais a não reconhecer a cidadania em categorias específicas quando nenhum dos pais é cidadão, incluindo casos de pacote comercial contratado para a mãe dar à luz nos EUA. Essa segunda ordem deve ser contestada na Justiça, como a versão de 2025 foi. Cada caso tem particularidades: não tome decisões de imigração baseadas em regra geral.
Estou grávida e quero viajar aos EUA. O que fazer antes de agendar a entrevista?
O recomendado é consultar especialistas antes de agendar a entrevista, para avaliar o momento do pedido e os riscos envolvidos. A Viaggi Vistos é uma assessoria privada de vistos, sem vínculo com consulados ou embaixadas, e orienta o cliente ao longo do processo. A decisão sobre conceder ou negar o visto é sempre do consulado americano.
Grávida tem prioridade na fila do consulado e do CASV?
Sim. Segundo o FAQ oficial da Embaixada, há acomodações especiais para gestantes, idosos, pessoas com crianças menores de 2 anos, acidentados e solicitantes com necessidades físicas especiais: esses solicitantes são priorizados para passar menos tempo na Embaixada ou no Consulado.







