A Permissão Internacional para Dirigir (PID) é a tradução oficial da sua CNH para vários idiomas, e ela nunca substitui a carteira brasileira: as duas viajam juntas. Este guia mostra como tirar a PID no Detran do seu estado, quanto custa em cada um, a validade real (que não é a que a maioria dos sites publica) e em quais situações ela é realmente exigida nos Estados Unidos, no Canadá e em destinos da Europa e da América do Sul.
Resposta rápida
A PID é emitida sob a competência da Senatran, pelos Detrans estaduais ou por entidade homologada, custa de R$ 89,30 a mais de R$ 400 dependendo do estado, fica pronta em prazos que vão de 5 dias úteis a cerca de 20 dias (depende do estado e de você retirar presencialmente ou receber pelos Correios) e vale até 3 anos, sempre limitada ao vencimento da sua CNH. Nos Estados Unidos não existe lei federal que a exija, mas alguns estados e várias locadoras pedem, e por isso o cenário seguro é sempre andar com CNH e PID juntas.
Fora dos EUA, vale a lei de cada país: Portugal e Espanha aceitam a CNH válida do turista por até 185 e 180 dias, enquanto Itália e França não aceitam a CNH sozinha e pedem junto a PID ou uma tradução, nas condições de cada país. Veja na tabela por destino o que cada um exige, incluindo Canadá, Argentina, Chile e Uruguai.
Neste guia:
- O que é a PID e o que ela não é
- Como tirar no Detran
- Quanto custa por estado
- Validade: até 3 anos, não 1
- Quando é exigida nos EUA
- Canadá e México
- PID e CNH brasileira por destino
- Golpes e pegadinhas
O que é a PID e o que ela não é
A PID é um livreto no formato definido pela Convenção de Viena sobre Trânsito Viário de 1968, com capa cinza e os seus dados traduzidos para oito idiomas (português, espanhol, inglês, russo, alemão, árabe, chinês e japonês). Ela é gerada a partir da base de dados da própria Senatran, ou seja, é uma cópia fiel da sua CNH: não há prova, exame, foto nova nem biometria.
A regra que organiza tudo está no artigo 2º da Portaria Senatran nº 1.043, de 11 de agosto de 2022, e vale a pena ler com atenção:
A PID emitida no Brasil é válida nos territórios das Partes Contratantes da Convenção de Viena sobre Trânsito Viário, de 1968, desde que seja apresentada junto com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) válida.
E o parágrafo único fecha: a PID não vale para dirigir no Brasil e não equivale a documento de identidade.
Daí vem a regra de ouro deste artigo: a PID acompanha, nunca substitui. Quem viaja só com o livreto, sem a CNH física, está viajando sem habilitação. A locadora Hertz, por exemplo, afirma na própria política de aluguel que não permite alugar veículo apresentando somente a permissão internacional, e que a carteira precisa ser a física, não a digital.
Como tirar a PID no Detran do seu estado
A competência é da Senatran, que pode delegá-la aos Detrans ou homologar entidades para a expedição; nos Detrans, o processo muda de estado para estado. Exemplos apurados em 14 de agosto de 2026 e reconferidos nas páginas oficiais em 14 de outubro de 2026 (menos o Distrito Federal e o canal de pedido em Minas Gerais):
- São Paulo: 100% online, com login da conta gov.br, pagamento por Pix e envio pelos Correios. Também dá para fazer presencialmente, com agendamento, numa unidade do Detran-SP ou do Poupatempo. É preciso ter habilitação emitida pelo Detran-SP, regular, dentro da validade e sem adição ou mudança de categoria em andamento.
- Rio de Janeiro: pedido exclusivamente pelo Detran RJ Digital, sem agendamento, mas com retirada presencial do livreto na unidade escolhida, no prazo de 15 dias úteis contados da solicitação. Só pede quem tem CNH emitida pelo Detran-RJ, e o pedido digital não é aceito para CNH que vence nos 30 dias seguintes.
- Minas Gerais: formulário online, guia DAE para pagamento e envio pelos Correios.
- Rio Grande do Sul: dá para requerer pela internet, na Central de Serviços do DetranRS com login gov.br, ou presencialmente num CFC. Nos dois caminhos, o livreto é retirado no CFC (autoescola credenciada) que você escolher. É preciso ter CNH válida expedida pelo DetranRS.
- Distrito Federal: pela internet, com opção de retirar no Detran ou receber em casa.
Documento necessário: essencialmente a sua CNH. Alguns estados pedem também documento de identidade e, quando o país de destino exige, o passaporte.
Requisito de habilitação: em regra, CNH válida. A norma federal também admite a Permissão Para Dirigir (a PPD, do motorista de primeira habilitação) para emitir a PID, e São Paulo aceita isso expressamente, mas Detrans como o do Rio de Janeiro e o do Distrito Federal descrevem o requisito só como CNH válida, então confirme no seu estado. E atenção a uma coisa diferente: emitir a PID com PPD não resolve o balcão da locadora, porque as grandes locadoras nos EUA pedem a CNH definitiva física.
Não é emitida PID para quem está com a CNH suspensa ou cassada, para quem foi condenado por crime de trânsito ou por determinação judicial, e a ACC (autorização para ciclomotores) não conta.
Prazos publicados: de 5 a 8 dias úteis para retirada presencial no Distrito Federal e até 10 dias úteis para a entrega pelos Correios em Minas Gerais. Em São Paulo, a Agência SP informou em 5 de agosto de 2026 que o Detran-SP leva até 3 dias úteis para emitir a PID e que a entrega pelos Correios ocorre em até 14 dias úteis.
O próprio Detran-DF publica 20 dias para quem prefere receber em casa, então o envio postal pode ser bem mais lento que a retirada. Planeje com folga: a PID precisa estar na sua mão antes de embarcar.
Quanto custa a PID em cada estado
Não existe valor nacional. Cada Detran define a própria taxa, e a diferença é grande. Valores consultados nas páginas oficiais em 14 de agosto de 2026:
| Estado | Valor |
|---|---|
| Rio Grande do Sul | R$ 89,30 |
| Rio de Janeiro | R$ 209,78 |
| Minas Gerais | R$ 283,71 |
| São Paulo | R$ 422,62 (mais R$ 11,00 de envio) |
Ou seja, a mesma permissão pode custar quase cinco vezes mais dependendo de onde você mora. Como as taxas são reajustadas periodicamente, confirme o valor atual no site do Detran do seu estado antes de programar o gasto.
Validade: até 3 anos, e não 1 ano
Aqui está o erro mais comum do assunto na internet brasileira. A Portaria Senatran 1.043/2022, no artigo 6º, é explícita:
O prazo de validade da PID será de, no máximo, 3 (três) anos, contados da data de sua emissão, limitado à data de expiração da validade da CNH ou PPD.
Traduzindo: se a sua CNH tem mais de 3 anos de validade restante, a PID sai com 3 anos. Se a CNH vence antes disso, a PID vence junto com ela.
Dois detalhes que evitam prejuízo:
- CNH vencida significa PID inútil, mesmo que o livreto ainda mostre data futura, porque a norma só considera a PID válida acompanhada de CNH válida.
- Renovar a CNH não renova a PID. No Rio de Janeiro, inclusive, emitir uma CNH nova depois invalida a PID já emitida, e é preciso pagar tudo de novo. A ordem certa é resolver a CNH primeiro e só então pedir a PID.
A validade brasileira de até 3 anos não define, por si só, a aceitação da PID nos Estados Unidos. O USA.gov informa validade de 1 ano para permissões emitidas para uso no país e orienta consultar o departamento de trânsito de cada estado do roteiro.
Quando a PID é exigida nos Estados Unidos
Não existe lei federal americana que exija a PID. Habilitação nos EUA é assunto de cada estado, e o site oficial do governo americano diz isso com todas as letras: nem todo estado exige a permissão internacional, e o viajante deve consultar o departamento de trânsito de cada estado onde pretende dirigir. O mesmo site avisa de um detalhe prático importante: os EUA não emitem permissão internacional para visitantes, então ela tem que ser tirada no Brasil antes da viagem.
O que dá para afirmar com fonte:
- Flórida e Califórnia aceitam a carteira estrangeira válida sozinha, pela lei estadual de cada uma.
- Havaí é o exemplo oposto: o manual oficial do departamento de transportes considera a licença estrangeira válida quando acompanhada de uma permissão internacional.
- Wisconsin não exige, mas recomenda por escrito que o visitante obtenha a permissão no país de origem, porque ela ajuda em emergências, como abordagens e acidentes, especialmente quando há barreira de idioma.
⚠️ Dois fatos velhos que ainda circulam e você pode ignorar: houve uma lei na Flórida exigindo a permissão de estrangeiros, mas ela foi revogada em 2013; e a Geórgia exigia a permissão de quem tivesse carteira em idioma diferente do inglês, exigência removida por emenda com efeito em 2017. Nenhum dos dois estados exige hoje.
Além da lei, existe a política privada das locadoras, que é outra camada: a Hertz, por exemplo, exige carteira estrangeira mais passaporte como segundo documento, e recomenda a permissão internacional quando a carteira não está em inglês. É por esse conjunto que a orientação prática continua sendo simples: leve CNH física, passaporte e PID. Se você vai alugar carro, vale ler também o nosso guia de aluguel de carro nos Estados Unidos.
Um ponto de transparência que quase ninguém explica: a PID brasileira é emitida no modelo da Convenção de Viena de 1968, e os Estados Unidos não são parte desse tratado. Eles participam da Convenção de Genebra de 1949, da qual o Brasil não faz parte. O acordo que de fato liga os dois países é outro: a Convenção sobre a regulamentação do tráfego interamericano de veículos automotores, firmada em Washington em 1943 e promulgada no Brasil pelo Decreto 18.103/1945.
É por causa dela que manuais estaduais americanos incluem o Brasil entre os países cujo turista pode dirigir com a carteira do próprio país por até 1 ano da chegada. Só que o documento desenhado naquele acordo de 1943 é a permissão interamericana, e não o livreto de Viena que o Detran emite hoje. Por isso o enquadramento honesto é este: nos EUA, a PID funciona como uma tradução oficial reconhecível por policiais e locadoras, e não como um passe automático garantido por tratado.
E no Canadá e no México
Canadá: a regra é provincial e tem um corte de tempo claro. Em Ontário, quem visita por menos de 3 meses pode dirigir com a carteira do próprio país; acima de 3 meses, a permissão internacional passa a ser necessária, e o governo de Ontário avisa que ela precisa vir do Brasil, porque não é possível solicitá-la já estando lá. Quebec, Colúmbia Britânica e Alberta têm prazos próprios, que estão na tabela por destino logo abaixo.
Para o turista brasileiro que vai com eTA canadense em viagem de menos de 3 meses, a CNH válida basta pela regra dessas quatro províncias. Mas o Quebec recomenda a PID para carteira que não está em francês nem em inglês, caso da CNH, e Alberta recomenda fortemente levá-la quando a carteira não está em inglês.
México: a habilitação também é regulada por cada estado, não pelo governo federal, e não localizamos norma federal exigindo permissão internacional do turista. Leve CNH e passaporte e confirme a política da locadora antes de fechar a reserva. Se o seu roteiro inclui o país, veja o guia de visto mexicano.
PID e CNH brasileira por destino: a CNH basta ou precisa de PID?
Fora dos Estados Unidos, quem decide é a lei do país de destino, e não uma regra única da Convenção de Viena. Portugal e Espanha aceitam a CNH válida do turista por até 185 e 180 dias, Itália e França não aceitam a CNH sozinha (veja na tabela o que cada uma pede), e Argentina, Chile e Uruguai aceitam a CNH em viagem de turismo.
O Brasil é parte da Convenção de Viena sobre Trânsito Viário de 1968 desde 29 de outubro de 1981 (Decreto 86.714/1981), e a PID brasileira segue o modelo do Anexo 7 dessa convenção, sempre junto com a CNH. Só que ser parte do tratado não garante que a CNH sozinha seja aceita em todo país signatário, como mostram Itália e França. As regras abaixo valem para o turista e foram conferidas em fontes oficiais, do país de destino ou do consulado do Brasil, em 14 de outubro de 2026:
| Destino | O que vale para o turista com CNH brasileira | Por quanto tempo | Fonte oficial |
|---|---|---|---|
| Portugal | CNH válida, que já está em português; o IMT não cita PID para o visitante | Até 185 dias, contados do dia seguinte à entrada | IMT |
| Espanha | CNH válida, nas categorias dela e com a idade mínima espanhola, pelo acordo Brasil-Espanha (Decreto 6.798/2009); o acordo não fala em PID, mas a DGT aconselha tirá-la antes da viagem | 180 dias | Consulado do Brasil em Madri, Real Decreto 818/2009, art. 21 e DGT |
| Itália | CNH física válida, acompanhada da PID ou de tradução juramentada feita na Itália; a CNH digital não é aceita | O consulado não fixa prazo para quem não é residente | Consulado do Brasil em Milão |
| França | CNH válida, acompanhada da PID ou de tradução oficial | Estadia de menos de 185 dias | Service-Public.fr |
| Canadá: Ontário | CNH válida, com idade mínima de 16 anos e seguro adequado | Menos de 3 meses; acima disso, PID tirada no Brasil antes da viagem | Governo de Ontário |
| Canadá: Quebec | CNH válida; para carteira que não está em francês nem em inglês, a SAAQ recomenda a PID em qualquer duração | 6 meses consecutivos; acima disso, a PID é obrigatória | SAAQ |
| Canadá: Colúmbia Britânica | CNH válida, respeitando as restrições dela; o governo da província não cita PID para o visitante | Até 6 meses | Governo da Colúmbia Britânica |
| Canadá: Alberta | CNH válida; para carteira que não está em inglês, a província recomenda fortemente portar também a PID | Até 1 ano | Governo de Alberta |
| Argentina | CNH, sem trâmite, em viagem de turismo, como habilitação de país do Mercosul e de país da Convenção de Viena | Até 1 ano | ANSV: Disposição 54/2025 |
| Chile | CNH vigente, para veículo equivalente à Clase B chilena (carro de passeio) | Durante todo o prazo da autorização de turismo | Ley de Tránsito, art. 5º |
| Uruguai | CNH vigente e em bom estado, sem PID | O consulado não fixa prazo | Consulado do Brasil em Montevidéu |
Três detalhes da tabela que mudam a viagem:
- Nas fontes que falam do formato, vale a CNH física, e a PID também sai hoje como livreto físico. Na Itália, o consulado do Brasil em Milão informa que a CNH digital não é aceita, e no Chile o consulado em Santiago recomenda fortemente a física, porque a digital não é aceita em toda parte. Já no Uruguai, a Circular DAV 133/2024 diz que as autoridades aceitam documentos digitais vigentes do país de origem do turista.
- A CNH vale para dirigir, não para entrar. No Uruguai, o consulado do Brasil avisa que ela não serve como documento de entrada, e na Argentina a condição de turista se comprova com o registro de entrada na Dirección Nacional de Migraciones, o passaporte ou o documento do Mercosul. Para saber com que documento entrar em cada vizinho, veja quais países da América do Sul aceitam o RG no lugar do passaporte.
- A tabela é para turista. Quem vai fixar residência no país segue regras próprias, que este guia não cobre.
Golpes e pegadinhas que custam caro
Confira quem emite a PID. A competência é da Senatran, que pode delegá-la aos Detrans ou homologar entidades para a expedição. Antes de pagar, verifique a autorização do emissor e desconfie de documentos que prometam substituir a CNH.
O alerta é oficial também nos EUA. A FTC, órgão de defesa do consumidor americano, publicou aviso específico sobre golpes de permissão internacional (o alerta é dirigido ao americano que vai dirigir fora, mas o golpe é idêntico ao que circula aqui): sites falsos vendem o documento por valores altos apenas para roubar dinheiro e dados, e o documento falso não tem valor nenhum, podendo causar problemas legais se você for parado dirigindo com ele.
Não existe "carteira internacional" que substitua a CNH. Qualquer produto anunciado como habilitação internacional, com validade de 5, 10 anos ou vitalícia, ou que dispense a carteira brasileira, está fora da norma. O que existe é a tradução que só vale colada à CNH válida.
Confira a CNH antes de pedir. A PID não corrige nem inclui dados: se algo está errado na sua carteira, resolva primeiro. E atenção ao prontuário: quem transferiu de estado precisa regularizar antes de solicitar.
Fontes consultadas
- Senatran: Portaria nº 1.043, de 11 de agosto de 2022 (arts. 2º, 6º e 8º), consultada em 14 de outubro de 2026.
- Presidência da República: Decreto nº 86.714/1981, que promulga a Convenção de Viena sobre Trânsito Viário, consultado em 14 de outubro de 2026.
- Detrans e governos estaduais: carta de serviço da PID do Detran-SP, notícia da Agência SP de 5 de agosto de 2026 e páginas da PID do Detran-RJ, do Governo de Minas Gerais e do DetranRS, consultadas em 14 de outubro de 2026.
- Destinos: IMT (Portugal), Consulado do Brasil em Madri, Real Decreto 818/2009 e DGT (Espanha), Consulado do Brasil em Milão (Itália), Service-Public.fr (França), governos de Ontário, da Colúmbia Britânica e de Alberta e SAAQ (Canadá), Disposição 54/2025 da ANSV (Argentina), Ley de Tránsito e Consulado do Brasil em Santiago (Chile), Consulado do Brasil em Montevidéu e Circular DAV 133/2024 (Uruguai), consultados em 14 de outubro de 2026.
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FAQ - Perguntas Frequentes
O que é a Permissão Internacional para Dirigir (PID)?
É a tradução oficial da sua CNH, emitida no Brasil sob a competência da Senatran (pelos Detrans estaduais ou por entidade homologada), em formato de livreto com os seus dados em oito idiomas. A regra central está na Portaria Senatran 1.043/2022: a PID só é válida quando apresentada junto com a CNH válida, e ela não permite dirigir no Brasil nem serve como documento de identidade.
Qual é a validade da PID?
Até 3 anos, e não 1 ano como muitos sites afirmam. A Portaria Senatran 1.043/2022 fixa validade máxima de 3 anos contados da emissão, limitada à data de vencimento da CNH: se a sua CNH vence antes, a PID vence junto. Vale lembrar que alguns estados americanos limitam a janela em que o motorista estrangeiro pode dirigir por lá, o que é outra coisa, diferente da validade impressa no documento.
Quanto custa a PID?
O valor é definido por cada Detran estadual, então varia bastante. Nas consultas às páginas oficiais em 14 de agosto de 2026, a taxa ia de R$ 89,30 no Rio Grande do Sul a R$ 422,62 em São Paulo (mais R$ 11,00 de envio pelos Correios), passando por R$ 209,78 no Rio de Janeiro e R$ 283,71 em Minas Gerais. Confirme o valor atual no site do Detran do seu estado.
A PID substitui a CNH?
Nunca, e a Portaria Senatran 1.043/2022 é literal: a PID só é válida quando apresentada junto com a CNH válida. Ela é uma tradução, não uma habilitação. Viajar só com a PID, sem a CNH física, é o mesmo que viajar sem habilitação, e locadoras como a Hertz afirmam expressamente que não alugam carro para quem apresenta apenas a permissão internacional.
É obrigatório ter PID para dirigir nos Estados Unidos?
Não existe lei federal americana exigindo a PID: habilitação é assunto de cada estado. O próprio site oficial do governo americano diz que nem todo estado exige e recomenda consultar o departamento de trânsito de cada estado onde você vai dirigir. Estados como Flórida e Califórnia aceitam a carteira estrangeira sozinha; já no Havaí o manual oficial só reconhece a licença estrangeira de país conveniado quando ela vem acompanhada de uma permissão internacional, e por até 1 ano da entrada nos EUA.
Preciso de PID para dirigir no Canadá?
Depende da província e do tempo de permanência: pela regra oficial de cada uma, a CNH válida basta por menos de 3 meses em Ontário, por 6 meses no Quebec e na Colúmbia Britânica e por até 1 ano em Alberta. Acima do prazo, Ontário e Quebec passam a exigir a PID, e Ontário avisa que ela precisa ser tirada no Brasil antes da viagem, porque não é possível pedi-la já estando lá. O Quebec recomenda a PID para carteira que não está em francês nem em inglês, caso da CNH, em qualquer duração, e Alberta recomenda fortemente levá-la quando a carteira não está em inglês.
Preciso de PID para dirigir na Europa?
Depende do país, porque vale a lei do destino, e não uma regra única europeia. Portugal aceita a CNH válida do turista por até 185 dias contados do dia seguinte à entrada (IMT), e a Espanha por 180 dias pelo acordo com o Brasil, embora a DGT, órgão de trânsito espanhol, aconselhe a permissão internacional. Na Itália, a CNH física precisa vir acompanhada da PID ou de tradução juramentada feita na Itália; na França, em estadia de menos de 185 dias, a CNH válida precisa vir com a PID ou com tradução oficial.
A CNH brasileira vale para dirigir na Argentina, no Chile e no Uruguai?
Sim, para o turista. Na Argentina, a Disposição 54/2025 da ANSV reconhece a CNH sem trâmite em viagem de turismo, por até 1 ano; no Chile, a Ley de Tránsito permite dirigir com a habilitação vigente durante todo o prazo da autorização de turismo; e no Uruguai o consulado do Brasil informa que a CNH vigente e em bom estado é aceita sem PID. A CNH vale para dirigir, mas não serve como documento para entrar nesses países.
Onde tirar a PID e quanto tempo demora?
O pedido pode ser feito no Detran do seu estado ou em entidade homologada pela Senatran; nos Detrans, o canal varia: em São Paulo é totalmente online com pagamento por Pix e entrega pelos Correios; no Rio de Janeiro o pedido é digital, mas o livreto é retirado presencialmente; no Rio Grande do Sul o pedido pode ser feito online, mas a retirada é no CFC. Os prazos publicados vão de 5 a 8 dias úteis para retirada presencial no Distrito Federal até 14 dias úteis em São Paulo, e o Detran-DF publica 20 dias para quem opta por receber pelos Correios.
Existe carteira de motorista internacional que substitui a CNH?
Não: qualquer produto anunciado como habilitação internacional, com validade de 5 ou 10 anos ou vitalícia, ou que dispense a CNH, está fora da norma brasileira. A PID legítima é expedida sob a competência da Senatran, que pode delegá-la aos Detrans estaduais ou homologar entidades para a expedição, e ela sempre acompanha a CNH. A FTC, órgão de defesa do consumidor dos EUA, alerta que sites que vendem permissões internacionais por fora do canal oficial são golpe, e que o documento falso não tem valor nenhum.








